at 20:16



Pontualidade

A falta de pontualidade é algo que considero altamente reprovável. A chatice é que eu nunca chego a tempo de apanhar esses sacanas. JM

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Quinta-feira, Maio 06, 2004

Evitem o Damasco

“MOSSAD TERÁ TENTADO MATAR CHEFE DO HAMAS EM DAMASCO”, noticiaram os principais jornais na manhã de ontem. Depois dos mísseis terra ar, dos homens bomba e de Rui Bandeira com “Como tudo começou”, os israelitas tentam agora dar cabo dos palestinianos em damasco. Ariel e os seus compinchas são um verdadeiro poço de criatividade.
"-Mas o que é isto de assassinar em damasco?"-pergunta o ocidental comum.
"-Não sei bem" - respondo eu na condição de ocidental comum.
Coloco a hipótese de se tratar de um ataque aéreo com damascos só para fazer chacota do Hamas. Ou então puseram um caroço bem pequenino dentro de um damasco na esperança que o Senhor Khaled Mashall se engasgasse. Mas o mais provável é tratar-se de um damasquinho repleto de bacilluss anthracis, vulgo antrax, pronto a agir “em nome da causa”. Será, que também os verdinhos damascos suícidas, têm às portas do céu, 70 tenrinhas flores de damasqueiro?JM


P.S.- Agora é que eu me estou a lembrar caraças! Quem deve saber disto é a Manuela Moura Guedes, ela é que estava sempre a falar no Ariel!

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Momento de Poesia

Faneca do Meu Coração

Faneca, faneca, do meu coração
Se não fosses tão bela, não me davas tes…(censurado)
Se não fosses formosa
Isso significa, que não eras gostosa

Faneca, faneca, minha perdição
Tu és a alegria do meu zézão
Fruta mai linda do pomar
És mais apetitosa, que o luar

Faneca, faneca, meu tormento
Já lá vão uma catre fada de dias que não te beijo
Estou pleno de sentimento
Já não gracejo…

Faneca, Faneca, teu semblante parece um querubim
Tens borbulha no vasilhame
Foi por isso que não me v…(censurado)

Faneca, faneca, enjoadinha da porcaria
Já não te posso ver à frente
Não vou ser diligente
Quero que tu morras… na pradaria

TP

permanent link | at 02:30



Quarta-feira, Maio 05, 2004

Guia Anti-Celibato

O Verão aproxima-se a passos largos. Temos a certeza que o leitor(a) vai querer fornicar muito durante a próxima estação. Passa os seus dias na taberna, a jogar dominó, tem tempo para frequentar um curso intensivo da língua de Shakespeare? Necessita urgentemente de copular? Pretende ser um verdadeiro “Casanova Algarvio”? Quer papar todas as “bifas”, de axila hirsuta e com pernoca por depilar? Não desespere, o Araras Raras têm a solução. Brindámo-lo com o “Guia Anti-Celibato 2004”. Um manual imprescindível, para os que não querem passar o resto da vida, apaixonados pela mão direita, (esquerda, se for esquerdino, ambas se for ambidextro)

Lição 1: Como dissimular a tenda.

Enquanto o leitor está a trabalhar pacatamente o bronze, numa praia da Quarteira, observa duas voluptuosas “bifas” com busto quarenta. Começa a sentir um calor que lhe invade o peito. Já tem a “tenda armada”? Mau sinal! Está numa situação humilhante. A sua avó está prestes a perguntar-lhe se quer mais umas uvinhas. A sua irmã, que tinha acabado de verter águas, no oceano atlântico, dirige-se a si, com um olhar inquisidor. O que fazer? Vire-se rapidamente de barriga para baixo (cuidado para não danificar as “jóias de família”), com o punho direito (esquerdo se for canhoto), bata repetidamente na toalha, até se formar um fosso profundo, ajeite o “serviço de três peças”, faça pontaria à cova e deite-se calmamente. Livrou-se de boa! Ainda bem que espancou a sua toalha, desviou a atenção de todos e ninguém reparou que estava de tenda armada. Daqui a nada, já está pronto para papar as anglo-saxónicas. (continua brevemente) TP

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Aragens 2

Existe, segundo o meu amigo, uma outra estratégia bastante eficaz para um indivíduo se ilibar da acusação de peido*: Alhear-se da situação. Dar a entender que não se sabe de nada, que não cheira a nada, que nem sequer se sabe o que é isso de dar um peido.
O meu amigo diz que em 95% das ocorrências alguém acabará por pedir justificações pelo desagradável odor. Caso isso aconteça, o meu amigo diz, que a melhor medida a tomar é tentar fazer uma expressão o mais descomprometedora possível, algo entre a do lobo mau, aquando inquirido pela Capuchinho e a do Carlos Cruz, aquando inquirido pelo TIC. Contudo, sem os querer desmerecer, o meu amigo pensa que talvez a intensificação do franzir da testa aperfeiçoe o desempenho.
O meu amigo diz também que caso a questão lhe seja directamente colocada a rapidez do contra-ataque é vital, para isso é bom ter algumas respostas na manga, tais como: ” Tas parvo pa?”, “Achas pa? Os meus não têm cheiro”, “O meu advogado! Quero o meu advogado!”, “Foi o Samuel pa!”.
Lamento, mas uma forte cãibra na testa impede-me de continuar a desenvolver o meu raciocínio. Perdão. O do meu amigo. JM

*- Considero a palavra Peido muito pouco literária, contudo as alternativas que conheço ( pum, traque, soltar um gás, etc.) também não me satisfazem. Mas tendo em conta que o que escrevo também não é literário, continuarei a utilizar o termo até que surjam alternativas viáveis.

permanent link | at 01:32



Terça-feira, Maio 04, 2004

Diário de um peúgo

Hoje a Dona Felicidade abriu as portas da lojeca mais cedo que o habitual. Vinha carregadíssima com a nova colecção Primavera/Verão que de imediato começa a desvendar. Dos caixotes de cartão que carregava saltavam bonés, meias de vidro, naprons, aventais, ceroulas, babetes. Tudo material de inegável mau gosto, o que me fez questionar mais uma vez, o cartaz da montra que exibia em Verdana, negrito, tamanho 72, “Moda Jovem Desportive Fachion"
No meio do frenesim recordei-me que completava já o meu terceiro ano sem êxito comercial. De imediato uma enorme tristeza percorreu os meus fios de poliéster e os 70% do meu branco algodão adquiriram um tom amarelado. Tinha sido colocada a hipótese de ser comercializado num pack com umas meias de vidro ou sair como brinde numa bifana júnior na auto caravana do Cardoso do Coiratos. Mas a verdade é que ninguém calçará com bons pés um peúgo ex-poeirodependente. Sim, foi o sacana do napron azul da prateleira do lado. Foi ele que me indicou o meu primeiro cantinho de pó. Eu era um peúgo novo, ingénuo, na idade da afirmação, enfim, não resisti, fiz dos cantinhos um hábito. Sem dar conta reparei que já estava completamente agarrado aos cotões de pó e quando as ceroulas me aconselharam a parar eu já lhe estava a dar no bolor. Daí por diante não consegui mais parar até que a Dona felicidade me pôs de quarentena num gavetão cheio de retalhos com quem pude partilhar a minha experiência.
(continua num próximo post!)
Cenas do próximo post:
2... a sensação imediata foi de que estava rodeado de maníacos da limpeza.
"Embora emane uma desagradável fragrância de vinagre, a Dona Felicidade tem..."
JM

permanent link | at 12:46



Segunda-feira, Maio 03, 2004

Pequeno esclarecimento

Desprovido de qualquer tipo de sentimento de superioridade, gostaria de te dar a parecer o significado de Duracell.
“Duracell” deriva de duas palavras do antigo grego: “Dura”, que significa, “sólido como o bicípite de Hércules” e “Cell”, que significa, “algo tão rápido como Pedro Lamy”. Atenciosamente. JM

permanent link | at 21:11



Duracell

Ontem à noite, após eu e a minha "goduxa", termos acabado de fazer "o amor", ela transmitiu-me um parecer, desprovido de qualquer entoação irónica, que me deixou perplexo e num estado de transe espiritual profundo. Olhou bem para dentro dos meus olhos e disse: “Tu és um verdadeiro Duracell”.
O(a) leitor(a) lembra-se do “spot” da Duracell? Onde inúmeros coelhinhos (oryctolagus cuniculus) paravam a meio caminho, enquanto o coelho movido a Duracell era imparável? Deve o(a) leitor(a) lembrar-se também, que a cópula dos coelhos, é extremamente célere.
Serei eu uma bomba sexual imparável, que dura e dura e dura… ou um coelhinho mirrado, que não dura nada?
Se no mínimo ela tivesse dito que eu funcionava a energia nuclear, fusão a frio, carvão, até mesmo a azeite. Tudo parece ser melhor, do que trabalhar a pilhas. Tudo é melhor do que ser um Duracell. TP

permanent link | at 16:00



Domingo, Maio 02, 2004

Benfica...There was something behind...

No último derby Lisboeta, os adeptos do Sporting acusam os benfiquistas de terem marcado o golo devido à ajuda de espíritos justificando desta forma a invasão ao relvado como tentativa de os afugentar. Um dos elementos da claque tenta inclusive agredir um dos espíritos com uma vara mas este desvia-se, aplica-lhe um golpe certeiro e projecta-o para o solo.
Após o jogo, o adepto comentou o ocorrido :
“-É assim... eu tentei dar-lhe com o pau mas não o via muito bem (risos) epa e prontos depois o gajo amandou-me po chão, depois ainda tentei lhe amandar com o pau mas prontos pa foi deveras complicado. Queria dar parabéns ao espírito que prontos pa, vê-se que é espirituoso (risos) .”
O espírito, que mais tarde se identificou como Marquito, também falou aos repórteres:
“- Pretendo pedir desculpas, publicamente, ao elemento da claque que me tentou espancar com uma vara de madeira, espero sinceramente não o ter magoado embora só o tenha derrubado em legítima defesa.Agradecido.”
JM

permanent link | at 23:01



Errata 1

No post "o prestável" de 30 de Abril, esqueci-me de referir a camisinha da sacoor. Qualquer prestável que se preze veste camisinha da sacoor com ratinhos nas costas. Os meus sinceros agradecimentos a um amigo meu, por me ter chamado a atenção para tão sério facto. TP

permanent link | at 16:51



Comemorações dia 1 de Maio

Ontem à tarde milhares de trabalhadores desfilaram em direcção à Cidade Universitária, em Lisboa, nas comemorações do Dia do Trabalhador organizadas pela CGTP, reclamando uma nova política económica e social. Um dos motes gritados pelos manifestantes foi "Está na hora, está na hora, do Governo se ir embora".
Eu queria também aqui anunciar se faz favor que “Isto aqui, isto aqui, é uma data de gatunos, uma data de ladrões e uma data de chupistas!” JM

permanent link | at 00:17



Espaço sério, sobre coisas sérias, por tipos sérios, para pessoas palermas, ou não. Para comentários sérios: duraobarroso@cherne.pt Para elogios rasgados: ararasraras@sapo.pt Sustentado por João Manzarra, Tiago Perdigão e pela Associação Sal

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Comentário ao post:
A Excitação do Euro (parte3)
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